Sem medo no dentista PDF Imprimir E-mail
13-Mar-2008

Sem medo no dentista


Estudos científicos indicam que a odontofobia atinge de 15% a 20% da população

O ruído dos equipamentos incomoda pessoas de todas as faixas etárias.

O equipamento, os instrumentais, os aparelhos usados antigamente causavam, no mínimo, um desconforto grande ao paciente, isto sem dizer da dor propriamente.

Não havia agulhas descartáveis. As utilizadas precisavam ser grossas para poderem suportar as diversas vezes em que eram desinfetadas. Ao se aplicar uma anestesia, portanto, com uma agulha destas, é evidente que se traumatizava mais do que o necessário.

Para uma cavidade ser aberta, usava-se a caneta de baixa rotação e esta só funcionava bem sob pressão. Além da força, o paciente sentia também o trepidar até mesmo da cabeça toda. Um horror!

Estas práticas todas, comuns para a época, causavam, no entanto, muita dor ao paciente.

E foi assim que se espalhou a notícia de boca em boca e então dentista passou a ser sinônimo de DOR.

O medo de situações como uma consulta no dentista, pode ser decorrente do fato de que, na sociedade contemporânea ocidental, as pessoas são treinadas para buscar o prazer e evitar a dor. Até a Idade Média, por exemplo, as pessoas arrancavam dente a seco e eram obrigadas a conviver com isso, pois não havia outra opção.


Experiências negativas

O medo também pode ter raízes no passado. Muitas vezes, o paciente torna-se odontofóbico porque vivenciou dor ou teve alguma experiência negativa com dentistas na infância.

Da mesma forma que as experiências negativas atrapalham, as bem-sucedidas ajudam a eliminar ou, pelo menos, reduzir o temor

O psiquiatra Márcio Bernik, coordenador do Amban (Ambulatório de Ansiedade), do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (HC), aconselha a pessoa a tentar se habituar gradativamente à situação, levando um amigo ao dentista e acompanhando sua consulta, por exemplo. "Assim, o que antes causava terror passa a causar tédio, e as reações de ansiedade vão se consumindo."

O temor também pode ser transmitido de pai para filho. Muitas crianças sentem medo de dentista quando os pais também o sentem. Isso pode acontecer quando o pai conta uma experiência dolorosa para a criança. É importante que os adultos que convivem no dia a dia da criança evitem fazer comentários perto dela sobre experiências odontológicas negativas vividas por eles, pois estes poderão gerar nas crianças o medo subjetivo.

Outra atitude dos pais que pode gerar medo é fazer ameaças, transformando o próprio dentista, a anestesia ou a injeção em castigo quando a criança faz alguma travessura ou não quer comer.

 

O desconhecido

O paciente, criança ou adulto, ia então ao consultório como quem ia para o matadouro. Certo, absolutamente certo que ia sofrer.

Este conceito foi se efetivando pelos motivos citados anteriormente e também porque, isto em especial para crianças, o consultório de um dentista, com todos aqueles equipamentos, todos aqueles instrumentos, tudo tão grande, tão atemorizante, representava o desconhecido e nós temos sempre medo do desconhecido!

Quando este desconhecido se torna conhecido, o medo desaparece.

A visão atual da prática da Odontopediatria dá ênfase ao atendimento o mais precoce possível da criança, com o objetivo de integrá-la ao atendimento odontológico sem traumas, possibilitando a ela uma condição bucal onde não há lugar para a cárie dentária, e em conseqüência o medo do dentista nem existirá.

 

Florais de Bach e o medo

A estética atualmente tem sido um grande estímulo na busca da saúde bucal e do sorriso perfeito. Afinal o sorriso é o nosso cartão de visitas. Apesar da evolução das técnicas e dos equipamentos utilizados que tornaram o tratamento dentário muito mais agradável, ainda existem pessoas que têm muito medo do dentista conforme comentamos anteriormente, porém existe um modo interessante e eficaz para ajudar a eliminar estes estados emocionais negativos. “Os Florais de Bach”.

Os Florais de Bach surgiram na Inglaterra nos anos 30, descobertos pelo Dr. Edward Bach. (leia mais) Os florais não combatem a doença, mas harmonizam o doente. Agem no emocional, proporcionando um rápido bem estar.

Dr. Edward Bach (1886-1936), médico inglês, fez uma das maiores descobertas do séc. XX. Em 1930 insatisfeito com a medicina de sua época, que se preocupava apenas com a parte física dos doentes, abandonou tudo para dedicar-se integralmente ao estudo dos diferentes tipos de personalidade humana e à busca de plantas curativas para os males da alma. Sabia que os desequilíbrios emocionais interferiam diretamente no resultado dos tratamentos e muitas vezes eram a causa das doenças. Sua alta sensibilidade levou-o a perceber as vibrações curativas das flores. Descobriu 37 flores e uma água de rocha – (leia mais) que preparadas e ingeridas sob a forma de gotas são capazes de devolver a harmonia, a alegria e saúde às pessoas

Hoje se sabe que o medo, a tensão, o nervosismo, a ansiedade, o mau humor, a impaciência, a depressão, por exemplo, são verdadeiros desencadeadores de sintomas nocivos. Quando esses estados negativos, que geram sentimentos pesados, não são processados e liberados, eles intoxicam o organismo, atingindo nossos órgãos mais frágeis. E a nossa boca, nossas dentes não escapam.

Através do exame bucal, do estado que os dentes e gengiva se encontram, podemos perceber a presença de desajustes emocionais no cliente. Se estiverem abandonados, esquecidos e mal tratados com certeza algo está acontecendo. Pode medo do dentista, auto-estima baixa, problemas pessoais ou familiares. Aí entram os florais de Bach que são receitados especificamente para cada paciente e que tomados durante o tratamento controlam e até eliminam o medo e a ansiedade tornando a visita ao dentista um compromisso como qualquer outro. A tensão e o nervosismo podem provocar o bruxismo (ranger dos dentes durante o sono). Ao enrijecer e sobrecarregar a musculatura, a pessoa comprime demais os dentes e isso pode abalar a polpa dental (nervo), já que a irrigação sanguínea ali fica comprometida. Os distúrbios da ATM (articulação têmporo-mandibular) estão associados à ansiedade, que pode causar má oclusão (desequilíbrio do contato dos dentes, que ficam mal posicionados,) e desvio de mandíbula. Muitas dores nas articulações e músculos da cabeça podem ser solucionados resolvendo o problema do bruxismo. Como solucionar? Por meio de tratamento dentário e emocional juntos. Os florais de Bach adequados a cada situação levam ao equilíbrio, fazendo com que o relaxamento interior impeça o apertamento excessivo dos dentes.

 

Algumas pesquisas mostram que os estados emocionais podem alterar o pH da boca e desequilibrar a flora estomacal, causando até a halitose (mau hálito). A alteração da constituição da saliva, sua quantidade, a produção aumentada de compostos de enxofre na cavidade bucal, que levam ao mau hálito encontram na tensão emocional uma de suas causas. É comum acometer o indivíduo às vésperas de evento importante como uma entrevista de emprego por exemplo. Sob tensão, a boca fica seca, contraída, a saliva torna-se pastosa gerando a hálito desagradável. A parceria, tratamento dentário e o uso dos florais de Bach, têm sido de grande valia neste caso. Para alcançarmos a cura total, não basta os recursos físicos, mas é preciso também eliminar as falhas do equilíbrio emocional. Os florais de Bach têm sido auxiliares poderosos no resultado dos tratamentos a partir do momento que acalmam a mente, desenvolvem a coragem, a alegria, a auto-estima e a vontade de viver bem. Um recurso simples que faz diferença na qualidade de vida, e que está a alcance de todos. Não tem contra-indicação e pode ser usado junto com outros tratamentos (alopata, homeopata, acupuntura etc.) e por pessoas de qualquer idade e seu custo é baixo.

 

 


Piadinha


Como aquele sujeito no interior que tinha horror a dentistas, mas foi obrigado a fazer uma consulta.
- Não tem jeito, vamos ter que retirar este dente - sentenciou o dentista.
- Mas eu estou com um medo danado, doutor!
- Você está com medo? Então tome um pouco disto aqui, pra ganhar coragem - disse o dentista, entregando ao paciente uma garrafa de cachaça -, e volte dentro de meia hora.
Passados os 30 minutos e meia garrafa depois, o paciente volta.
- E então, ganhou coragem?
- Vixe doutor, e como! *hic* Quero só ver agora qual o filho da mãe que vai encostar o dedo neste dente aqui!

 

Atualizado em ( 13-Mar-2008 )
 
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© 2010 Dra. Larissa V. Del Bianco
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